O projeto de transporte aquaviário na Barra da Tijuca enfrenta novos entraves técnicos e financeiros após a entrega de estudos complementares pela concessionária responsável. O contrato prevê investimento inicial de R$ 101,6 milhões, mas relatório indica necessidade de até R$ 300 milhões adicionais para adequações estruturais não previstas no edital. As intervenções incluem elevação de pontes, realocação de estruturas urbanas, desapropriações e dragagem de aproximadamente 5,6 milhões de metros cúbicos de sedimentos. O projeto, previsto para transportar até 90 mil passageiros por dia, depende de ajustes em infraestrutura viária e integração com metrô e ônibus. A análise da Companhia Carioca de Parcerias e Concessões ainda está em andamento, sem prazo definido para conclusão das revisões técnicas. Especialistas apontam que a viabilidade operacional depende de obras estruturais de grande porte e da superação de entraves ambientais nas lagoas. A prefeitura informa que o contrato segue em fase de estudos iniciais e que decisões serão tomadas após avaliações técnicas e jurídicas. O cenário gera incertezas sobre prazos de execução e sobre o custo final do sistema de transporte aquaviário na região. Projetos de mobilidade dependem de planejamento rigoroso, controle de gastos públicos e análise de impacto urbano antes de implementação plena execução.