Governo federal antecipou a renovação de contratos de concessão de distribuição de energia elétrica em treze estados, com previsão de investimentos de R$ 130 bilhões até 2030 para modernização das redes e melhoria do atendimento aos consumidores. O anúncio foi feito em Brasília com participação do presidente da República e do ministro de Minas e Energia. O novo modelo estabelece regras mais rígidas de desempenho, com metas de qualidade, fiscalização ampliada e critérios de satisfação do usuário como indicador regulatório. As concessões envolvem dezesseis distribuidoras e substituem contratos firmados no final da década de 1990, considerados menos exigentes em relação à continuidade do serviço. Entre as obrigações estão resposta a eventos climáticos extremos, digitalização das redes e comprovação anual de capacidade financeira e operacional. O governo também destacou previsão de cerca de 100 mil empregos diretos e indiretos e capacitação de aproximadamente 30 mil profissionais. Empresas como Light, Enel, CPFL, Neoenergia, EDP e Energisa estão entre as concessionárias citadas no programa. A Enel não teve renovação automática e segue sob avaliação regulatória em razão de falhas recorrentes no fornecimento, especialmente em áreas urbanas. O programa Luz para Todos foi ampliado para 233 mil famílias rurais.