Greve dos rodoviários afeta ônibus no Rio; coletivos são vandalizados

Imagem gerada por IA / ChatGPT legenda Greve dos rodoviários afeta a circulação de ônibus no Rio nesta segunda-feira, 29.

Paralisação começou à meia-noite; Justiça determinou frota mínima, empresas relatam 40 ônibus vandalizados e outros modais são alternativa

A greve dos rodoviários no Rio começou à meia-noite desta segunda-feira, 29, e afeta a circulação de ônibus na capital. O movimento é por tempo indeterminado e foi aprovado em assembleia da categoria realizada no domingo, 28. Segundo informações apuradas, o Rio Ônibus informou que o sistema transporta cerca de 32 milhões de passageiros por mês na capital fluminense.

A paralisação ocorre sob liminar da Justiça do Trabalho. O Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região determinou a manutenção de frota mínima durante a greve. A decisão exige circulação de pelo menos 50% da frota nos horários de pico e de 25% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 50 mil, aplicada de forma independente ao Sintrucad-Rio e ao Rio Ônibus.

Nas primeiras horas da manhã, o Rio Ônibus informou que cerca de 800 ônibus estavam em circulação. A entidade também afirmou que 40 coletivos foram vandalizados durante piquetes, número também informado pelo g1 Rio. O Bom Dia Rio apurou que uma pessoa ficou ferida em uma das ações, sem confirmação inicial se era passageiro ou motorista.

O presidente do Sintrucad-Rio, Sebastião José, contestou os números divulgados pelas empresas. Em declaração à CNN Brasil, ele afirmou que o sindicato teve conhecimento de quatro ocorrências e disse não haver comprovação de participação de rodoviários nos episódios de depredação.

Sebastião José também afirmou que o sindicato enfrenta dificuldades para cumprir a determinação judicial porque não teria recebido do Rio Ônibus a escala dos trabalhadores que deveriam atuar para garantir a circulação mínima da frota. Segundo ele, a ausência da escala inviabiliza a identificação dos profissionais que deveriam estar trabalhando.

O Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio informou que, nas áreas atendidas por outros modais, metrô, trens e barcas operam normalmente e podem ser usados como alternativa pela população. A TrensRJ reforçou a operação por causa da greve e do jogo da seleção brasileira contra o Japão, com viagens extras previstas para todos os ramais pela manhã e por volta de meio-dia.

O BRT Rio havia informado anteriormente que manteria operação regular nesta segunda-feira. Nós apuramos que realmente o sistema BRT normalmente. Ainda assim, a redução da circulação dos ônibus convencionais aumenta a pressão sobre estações, terminais, integrações, trens, metrô, barcas e transporte por aplicativo.

A categoria reivindica mudança da data-base para 1º de março, salário de R$ 5 mil para motoristas de ônibus articulados, salário de R$ 4 mil para os demais motoristas, fim dos contratos temporários e contratação pela CLT para profissionais do BRT, tíquete-alimentação de R$ 1 mil, jornada 5×2, manutenção do passe livre, indenização do intervalo de almoço e implantação de planos de saúde e odontológico.

A proposta patronal recusada previa reposição de 4,39%, equivalente ao IPCA. O piso dos motoristas de ônibus convencionais passaria de R$ 3.420,16 para R$ 3.570,31. Para motoristas de articulados, o piso subiria de R$ 4.104,18 para R$ 4.284,35. O auxílio-alimentação passaria de R$ 660 para R$ 689.

Uma audiência de conciliação entre representantes dos trabalhadores e das empresas está marcada para terça-feira, 30, às 11h, no Tribunal Regional do Trabalho.

A orientação aos passageiros é verificar a situação das linhas antes de sair de casa, acompanhar os canais oficiais das operadoras, consultar aplicativos de mobilidade e considerar alternativas como trem, metrô, barcas, BRT e transporte por aplicativo. Quem tiver compromisso inadiável deve prever maior tempo de deslocamento.

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