Segundo a Polícia Civil, suspeito usava o registro de outro profissional; clínica foi interditada por irregularidades.
Um homem que se passava por médico-veterinário foi preso em flagrante por agentes da Polícia Civil do Rio de Janeiro durante uma cirurgia em um gato, em Duque de Caxias. De acordo com a corporação, a prisão foi feita no domingo, 10 de agosto, pela 59ª DP, e o suspeito não tinha habilitação para exercer a profissão.
A ocorrência foi divulgada pela Polícia Civil. Segundo as informações divulgadas, o homem utilizava o número de registro de outro médico-veterinário em documentos apresentados a clientes. A investigação já acompanhava a atuação dele em procedimentos e atendimentos na clínica.
Um dos relatos reunidos na apuração é o de uma tutora que levou a gata ao estabelecimento em 11 de julho, após uma fratura na perna. Conforme o depoimento, o homem afirmou ter implantado dois pinos e cobrou pelo procedimento. Dias depois, a tutora buscou outra clínica ao observar sinais de necrose na pata do animal.
Ainda segundo o material divulgado, exames realizados no segundo atendimento indicaram que os pinos mencionados não haviam sido implantados. A pata da gata precisou ser amputada. O número de inscrição informado em comprovante e receituário, de acordo com a apuração, pertencia a outro profissional.
Durante a fiscalização, os policiais encontraram medicamentos veterinários vencidos expostos para venda. Também foi apontada a ausência de equipamento para esterilização de instrumentos cirúrgicos, além da falta de alvará de funcionamento e de licença sanitária. A clínica foi interditada.
A Polícia Civil informou que o suspeito foi autuado em flagrante por exercício ilegal da medicina veterinária, estelionato, falsa identidade, maus-tratos a animal e crime contra as relações de consumo. As imputações serão analisadas no curso do procedimento policial e judicial, com respeito ao direito de defesa.
Como verificar o atendimento veterinário
Antes de autorizar consulta, cirurgia ou outro procedimento, o tutor pode pedir a identificação do profissional responsável e verificar sua situação no sistema público de consulta do Conselho Federal de Medicina Veterinária. A ferramenta permite pesquisar profissionais e empresas por estado, nome ou número de inscrição.
Em procedimentos cirúrgicos, é recomendável guardar orçamento, recibos, receituários, exames, prontuário e os dados do estabelecimento. Diante de suspeita de exercício irregular ou de falha nas condições de atendimento, esses documentos ajudam na comunicação à polícia e ao conselho profissional. Em situações de urgência, o animal deve ser levado a serviço que identifique claramente o responsável técnico.