A empresária e ex-vereadora do Rio Verônica Costa, conhecida como Mãe Loira do Funk, foi presa pela Polícia Civil na noite de quinta-feira (24), em Araras, distrito de Petrópolis, na Região Serrana. A prisão ocorreu para o cumprimento de uma condenação definitiva de 10 anos e oito meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, pelo crime de tortura contra o ex-marido, Márcio Costa.
Segundo informações divulgadas pela Rádio 93 e pelo UOL, agentes da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual, a Polinter, localizaram Verônica em uma casa na Região Serrana após diligências e trabalho de inteligência. Outras três pessoas também foram presas na operação.
A ordem de prisão foi expedida após o trânsito em julgado do processo, quando se encerraram as possibilidades de recurso contra a condenação. Policiais haviam tentado cumprir o mandado na quarta-feira (23), em um endereço ligado à ex-parlamentar na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, mas ela não foi encontrada naquele momento.
O caso remonta a 2011. De acordo com a denúncia do Ministério Público e com as investigações da Polícia Civil, Márcio Costa foi amarrado e agredido e sofreu lesões provocadas por uma substância líquida. A primeira condenação ocorreu em 2019, quando a pena foi fixada em cinco anos e dez meses de prisão.
Em 2023, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro analisou recurso do Ministério Público e elevou a pena para 10 anos e oito meses de reclusão, com início do cumprimento em regime fechado. A decisão também manteve a perda do mandato de vereadora, determinada na sentença de primeira instância. As informações sobre a condenação e o histórico do processo foram publicadas pela Folha de S.Paulo e pela CNN Brasil.
Verônica nega ter cometido o crime. Em manifestações anteriores, a defesa contestou a condenação e afirmou que a decisão não teria respaldo probatório suficiente. Após a prisão, a ex-vereadora também afirmou ser vítima de um erro da Justiça, segundo a Rádio 93.
Na manhã desta sexta-feira (25), Verônica foi transferida para o Instituto Penal Oscar Stevenson, em Benfica, na Zona Norte do Rio. O deslocamento ocorreu após ela permanecer sob custódia da Polinter.