A China aplicará a partir desta quinta-feira, 1º de outubro, uma tarifa adicional de 55% sobre determinadas importações de carne bovina do Brasil depois que o país atingiu a cota anual estabelecida pelo governo chinês.
Segundo informações divulgadas nesta quarta-feira, 30, o limite definido para o Brasil foi de aproximadamente 1,1 milhão de toneladas métricas durante o ano.
Com o atingimento da cota, volumes adicionais exportados para o mercado chinês ficam sujeitos à sobretaxa.
A medida interessa diretamente ao agronegócio brasileiro porque a China é um dos principais destinos da carne bovina produzida no país.
Na prática, o aumento tarifário pode reduzir a competitividade do produto brasileiro no mercado chinês e levar exportadores a rever volumes, contratos e destinos.
O impacto sobre preços internos no Brasil não é automático. Ele dependerá da reação das empresas, do ritmo das exportações, da demanda de outros países e da própria oferta doméstica de carne.
A medida também não significa suspensão das compras chinesas. A exportação poderá continuar, mas os volumes que excederem a cota passam a enfrentar custo tributário maior.
Empresas do setor deverão acompanhar as regras de aplicação e a distribuição dos volumes que ainda possam ser embarcados dentro das condições vigentes.