Planalto tributa eletrônicos, recua sob pressão e tenta enganar a sociedade, não assumindo seus atos e dizendo que era Fake News
O cenário político brasileiro assiste, com perplexidade, a um dos episódios mais flagrantes de hipocrisia institucional da história recente. Após elevar, no início de fevereiro de 2026, o Imposto de Importação de mais de 1200 produtos, incluindo itens essenciais de informática e eletrônicos, o governo federal protagonizou um recuo estratégico seguido de uma campanha de desinformação oficial. Sob a batuta do Ministério da Fazenda, a alta visava arrecadar mais para sustentar o inchado gasto público, mas a repercussão negativa nas redes sociais forçou uma manobra de contenção de danos que beira o desrespeito à inteligência do cidadão.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços reverteu o aumento de 120 produtos após a pressão popular liderada por parlamentares da oposição. No entanto, o ápice do cinismo ocorreu quando o perfil oficial do governo publicou um vídeo do vice-presidente alegando que as notícias sobre a alta eram falsas. Documentos oficiais, assinados pela própria gestão, confirmam a tentativa de taxação, o que torna a narrativa governamental uma peça de ficção política. O ministro Fernando Haddad, que dias antes defendia a elevação das alíquotas como proteção à indústria, viu-se em silêncio enquanto a propaganda oficial tentava apagar os rastros da canetada arrecadatória.
Deputados como Marcel Van Hattem e Nikolas Ferreira denunciaram a manobra, apontando que o governo só recuou após ser desmascarado. O uso do termo fake news por parte do Estado para classificar decisões publicadas em Diário Oficial revela um desprezo perigoso pela transparência. O episódio demonstra que, para o atual Executivo, a verdade é maleável conforme as pesquisas de popularidade. Enquanto o governo tenta enganar a população com vídeos editados, os números e os documentos provam que a intenção de pesar no bolso do consumidor brasileiro foi real. A tentativa de transferir a culpa para quem informou o fato é a prova cabal da fragilidade ética de uma gestão que prefere a narrativa ao compromisso com os fatos. O brasileiro, que já sofre com a carga tributária, agora enfrenta o desafio adicional de discernir a verdade em meio ao cinismo oficial.