A reestruturação na lista de promoções ao posto de coronel da Polícia Militar do Rio de Janeiro gerou questionamentos técnicos nos quartéis. O tenente-coronel Marcelo Corbage, atual comandante do Bope, passou da primeira para a vigésima sétima posição no ranking de merecimento. Sob a nova gestão de Sylvio Guerra, o oficial responsável pela Operação Contenção, que resultou na neutralização de cento e vinte e dois criminosos, foi superado por nomes de trajetória administrativa. Conforme registros da corporação, Eliezer de Oliveira Farias, da Escola Superior de Polícia Militar, atingiu a quarta colocação sem possuir comando de batalhão de área e apresentando histórico de repetência acadêmica. Fontes da PMRJ apontam que a pontuação atual privilegia oficiais do setor de educação física em detrimento do desempenho em operações de campo. A preterição de Corbage, cujas ações obtiveram aprovação da opinião pública e impulsionaram candidatos conservadores, é vista por militares como uma inversão nos pilares de mérito profissional. Especialistas em segurança alertam que a falta de transparência nos critérios de ascensão pode afetar a hierarquia e a disciplina da instituição. O caso segue sob análise de observadores que buscam entender os parâmetros técnicos adotados pela nova administração para as próximas promoções na carreira militar fluminense.