A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro definiu que a nova eleição para a sua
presidência ocorrerá nesta sexta feira, dia 17 de abril de 2026, às 11 horas. A decisão foi
estabelecida de forma unânime durante reunião do colégio de líderes realizada nesta quarta
feira. O anúncio ocorre simultaneamente a uma importante vitória jurídica para a base
governista no Tribunal de Justiça. A desembargadora Suely Lopes Magalhães, no exercício
da presidência da corte estadual, negou o mandado de segurança impetrado pelo deputado
Luiz Paulo, do PSD, que buscava paralisar o processo eleitoral interno até uma decisão
definitiva do Supremo Tribunal Federal sobre a linha sucessória estadual.
Em sua fundamentação técnica, a magistrada destacou que o pleito legislativo é matéria de
natureza interna da Casa, não cabendo ao Judiciário interferir em normas regimentais, em
respeito ao princípio da separação de poderes. O deputado Luiz Paulo, correligionário do
prefeito Eduardo Paes, argumentava que a falta de clareza sobre as funções do cargo gerava
insegurança institucional. Contudo, a decisão judicial reforçou que o comando do Poder
Executivo permanece sob a responsabilidade do presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo
Couto, por determinação do ministro Cristiano Zanin. Com o respaldo legal garantido, o
parlamento fluminense busca agora encerrar o vácuo administrativo que paralisa pautas
essenciais para a população do estado.
O processo eleitoral foi desencadeado após a cassação de Rodrigo Bacellar pelo Tribunal
Superior Eleitoral por abuso de poder político e econômico. Na esteira desse julgamento, o
Tribunal Regional Eleitoral homologou a retotalização de votos, confirmando o delegado
Carlos Augusto, do PL, como deputado titular. O Partido Liberal recuperou a cadeira que
pertencia ao União Brasil, mantendo a força da bancada conservadora. No cenário atual, a
expectativa recai sobre a candidatura de Douglas Ruas, que teve sua eleição anterior anulada
pelo próprio Tribunal de Justiça pouco tempo após a votação de março. No campo
governista, o nome de Guilherme Delaroli também é cogitado para liderar a chapa da
maioria.
A oposição, representada por nomes como Renata Souza e Vitor Junior, tentou articular o
adiamento da votação, mas a decisão unânime dos líderes partidários confirmou o rito desta
sexta feira. A estabilidade institucional do Rio de Janeiro depende da resolução deste
impasse no Legislativo para que a fiscalização orçamentária e a votação de projetos sejam
retomadas com plenitude. Sob o olhar atento da sociedade e amparados pela legalidade
estrita, os deputados enfrentarão um teste decisivo para a autonomia do parlamento. A
pacificação política é urgente para evitar que o vácuo de poder afaste investimentos e
comprometa a segurança jurídica necessária ao desenvolvimento econômico fluminense.