O 3º Encontro de Alimentação Escolar no Transtorno do Espectro Autista reforça uma frente importante
da inclusão em São Gonçalo: tratar a alimentação como parte efetiva do cuidado pedagógico e não como
detalhe secundário da rotina escolar. Segundo a Prefeitura, a atividade debateu seletividade alimentar,
adaptações de cardápio, acompanhamento individualizado, estratégias sensoriais e orientação às equipes
envolvidas na alimentação dos estudantes.
A relevância da pauta está justamente no cotidiano. Crianças e adolescentes com TEA frequentemente
exigem atenção específica à relação com sabores, texturas, cheiro e rotina alimentar. Quando a escola
entende melhor esses fatores, reduz improviso, melhora acolhimento e amplia a permanência do aluno em
ambiente mais funcional e seguro. Isso também alivia tensão para famílias que dependem de resposta
mais preparada da rede pública.
Ao aproximar nutrição, educação e atendimento especializado, São Gonçalo fortalece uma política de
inclusão que se mede menos pelo discurso e mais pela qualidade da resposta na ponta. É uma agenda
positiva com efeito real sobre a experiência escolar de alunos, responsáveis e profissionais da rede
municipal. Quando essa preparação alcança merendeiras, nutricionistas, professores e cuidadores, a escola
ganha mais previsibilidade, reduz conflitos na rotina e cria condições melhores para o aprendizado diário
dos alunos.