O pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), apresentou em São Paulo as diretrizes de
seu plano de governo, intitulado “O Brasil sem intocáveis”. Entre as propostas polêmicas,
Zema afirmou que obrigará homens jovens e saudáveis que recebem o Bolsa Família a aceitar
ofertas de emprego ou realizar trabalhos voluntários em prefeituras, sob risco de corte do
benefício. Segundo ele, o desenho atual do programa impede o preenchimento de vagas e
estimula a ociosidade.
Na economia, o plano foca em privatizações totais, redução de impostos e corte de gastos.
Contudo, o texto lembra que, em Minas Gerais, Zema não concretizou a venda de estatais
como Cemig e Copasa durante seu mandato.
Confronto com o Judiciário
Zema subiu o tom contra o STF, defendendo a criação de um “novo Supremo” com mandatos
de 15 anos e idade mínima de 60 anos para indicações. O ex-governador defendeu
abertamente a prisão dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, acusando-os de
favorecer a criminalidade e a corrupção. Ele também criticou o presidente do Senado, Davi
Alcolumbre, chamando-o de “engavetador” por barrar investigações contra magistrados.
Outras bandeiras incluem a redução da maioridade penal e a classificação de facções
criminosas como organizações terroristas. Sobre alianças, Zema indicou que manterá sua
candidatura própria no primeiro turno para dispersar ataques da esquerda, mas sinalizou
união com o campo de Jair Bolsonaro em um eventual segundo turno.