O Vasco foi derrotado por 2 a 1 pelo Audax Italiano, em São Januário, pela segunda rodada da
Copa Sul-Americana, em uma partida marcada por decisões de arbitragem que geraram protestos
dos jogadores e da comissão técnica. O resultado interrompe a tentativa de recuperação da equipe
na competição continental e levanta questionamentos sobre a condução disciplinar do confronto.
O primeiro tempo apresentou baixo nível técnico, com poucas oportunidades de gol e elevado
número de erros de passe. A principal controvérsia ocorreu após revisão do árbitro de vídeo em
lance envolvendo o jogador JP. Inicialmente advertido com cartão amarelo, o atleta acabou
expulso em sequência por nova infração interpretada como falta, em decisão considerada rigorosa
pelos atletas vascaínos.
Mesmo com um jogador a menos, o Vasco abriu o placar nos acréscimos da etapa inicial. Após
jogada construída pela direita, Brenner finalizou com precisão e colocou a equipe em vantagem,
amenizando momentaneamente o ambiente de insatisfação nas arquibancadas.
Na segunda etapa, o Audax Italiano aproveitou a superioridade numérica e passou a controlar mais
as ações ofensivas.
O empate veio em jogada aérea, com finalização de cabeça sem marcação efetiva da defesa cruz-maltina. O lance evidenciou falhas de posicionamento agravadas pelo desgaste físico da equipe.
A virada ocorreu após novo lance revisado pelo VAR. O árbitro assinalou pênalti e aplicou a
segunda expulsão ao Vasco, desta vez ao zagueiro Cuesta. A decisão ampliou o clima de
contestação em campo. Na cobrança, Troyansky converteu e definiu o placar final.
Com o resultado, o Vasco permanece pressionado na competição e terá sequência decisiva nos
próximos compromissos.
A equipe volta a campo pelo Campeonato Brasileiro diante do São Paulo
e, posteriormente, enfrenta o Olimpia pela Sul-Americana, novamente em casa. Além disso, a atuação da arbitragem deverá ser analisada pelas instâncias competentes da organização da competição, conforme prevê o regulamento disciplinar vigente. Especialistas em regras do futebol apontam que decisões envolvendo expulsões e marcação de pênalti exigem critérios objetivos e coerência na aplicação das normas.
O episódio reforça o debate sobre a utilização do árbitro de vídeo e seus limites operacionais em partidas de alto nível. No entanto, não há registro de irregularidade disciplinar confirmada o momento.