O Brasil chegou a 20,3 milhões de pessoas em situação de endividamento de risco em junho de 2026, segundo o Relatório de Estabilidade Financeira do Banco Central. O número representa aumento de 75% em cinco anos e corresponde a 17% dos devedores do Sistema Financeiro Nacional.
A classificação considera fatores como parcelas atrasadas, comprometimento elevado da renda, uso simultâneo de modalidades caras e renda remanescente abaixo da linha de pobreza. Não significa que todos os consumidores estejam inadimplentes.
Para famílias que recebem até dois salários mínimos, as dívidas comprometem, em média, 42% da renda. O uso de cartão de crédito rotativo e cheque especial é uma das preocupações destacadas pelo Banco Central.
A instituição anunciou medidas para reduzir ofertas inadequadas de empréstimos. Parte das regras entrará em vigor em março de 2027. Consumidores devem observar o custo efetivo total das operações e procurar renegociação quando houver dificuldade de pagamento. Fonte: consulte a apuração e os dados originais.
Imagem destacada: Acervo O FLUMINENSE, edifício do Banco Central. Não representa necessariamente o fato ou o local nesta data.