O Botafogo atravessa um dos momentos mais delicados dos últimos anos dentro e fora de campo. A crise financeira e as incertezas envolvendo a administração da SAF aumentaram a preocupação entre jogadores, dirigentes e empresários. Internamente, o clube já admite o risco de perder parte importante do elenco após a Copa do Mundo.
A saída do zagueiro Barboza para o Palmeiras reforçou o cenário de instabilidade. Antes disso, Savarino acertou transferência para o Fluminense, enquanto Marlon Freitas também foi negociado com o clube paulista. O volante Danilo, principal ativo financeiro do elenco, deve deixar o clube após o torneio internacional. A expectativa é de uma venda próxima de 40 milhões de euros.
Nos bastidores, atletas convivem com atrasos em direitos de imagem e pendências financeiras. Em alguns casos, houve demora até mesmo no pagamento pela CLT. A situação levou jogadores a pressionarem a diretoria em diferentes momentos da temporada. No início do ano, a ameaça de rescisão de Danilo fez o clube regularizar salários atrasados.
Apesar do ambiente conturbado, o elenco criou um pacto interno para manter o foco esportivo até a pausa da Copa do Mundo. Jogadores evitaram manifestações públicas sobre a crise, mas acompanham de perto cada movimento da diretoria e da Justiça envolvendo a recuperação financeira da SAF.
Dirigentes tratam o período pós Copa como decisivo para atrair investidores e reorganizar as contas do clube. Enquanto isso, o Botafogo tenta equilibrar dificuldades administrativas, pressão esportiva e o temor de um desmanche que pode comprometer o restante da temporada.