Ancelotti deve promover novas mudanças no Brasil diante do Haiti – Foto: Dan Mullan/Getty Images via
AFP
A Seleção Brasileira chega à segunda rodada da Copa do Mundo de 2026 cercada por
questionamentos e ainda em processo de consolidação sob o comando do técnico italiano Carlo
Ancelotti. Após o empate por 1 a 1 diante do Marrocos na estreia, a equipe volta suas atenções
para o confronto contra o Haiti, marcado para sexta-feira, em uma partida considerada
fundamental para encaminhar a classificação à fase eliminatória.
Um dado chama atenção no trabalho do treinador. Desde que assumiu o comando da Seleção, há
pouco mais de um ano, Ancelotti não repetiu uma única escalação. O empate diante dos
marroquinos representou o 13º jogo sob sua direção e também a 13ª formação diferente utilizada
pela equipe nacional. Ao longo desse período, suspensões, lesões e testes táticos influenciaram
diretamente as escolhas do treinador.
A estreia no Mundial deixou sinais de alerta. O Brasil apresentou dificuldades de marcação,
perdeu a disputa no meio de campo em vários momentos e encontrou problemas para criar
oportunidades durante boa parte do primeiro tempo. O gol de Vinícius Júnior evitou uma derrota
logo na abertura da competição e manteve a equipe viva na disputa pela liderança do Grupo C.
Após a partida, o próprio Ancelotti reconheceu que o rendimento ficou abaixo do esperado. O
treinador afirmou que a equipe atuou de forma desequilibrada, com excesso de erros na posse de
bola e intensidade inferior à necessária para uma competição do porte da Copa do Mundo. Ainda
assim, destacou a melhora apresentada na etapa final depois das alterações promovidas no
intervalo.
As mudanças para o próximo compromisso seguem em aberto. A entrada de atletas que
melhoraram o desempenho coletivo contra o Marrocos aumentou a pressão por ajustes entre os
titulares. Entre os nomes mais pedidos por torcedores está Endrick, que começou a estreia no
banco de reservas. Ancelotti, porém, evita antecipar decisões e reforça que pretende utilizar todo o
elenco durante a competição.
A característica de adaptar esquemas e jogadores conforme o adversário acompanha toda a
carreira do treinador italiano. O método também foi utilizado em sua passagem pelo Real Madrid
e segue sendo aplicado na Seleção Brasileira. A expectativa é que novas alterações ocorram diante
do Haiti, enquanto a comissão técnica busca encontrar o equilíbrio necessário para transformar
potencial em desempenho consistente dentro do torneio.