O Brasil segue enfrentando números alarmantes de violência sexual contra crianças e adolescentes. Dados do Atlas da Violência 2025 apontam mais de 115 mil (cento e quinze mil) vítimas por ano, reforçando a necessidade de ampliar ações de prevenção, denúncia e proteção em todo o país. O tema ganha ainda mais atenção neste mês por causa do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, lembrado em 18 de maio (dezoito de maio).
Especialistas afirmam que grande parte dos casos ocorre dentro do ambiente familiar ou em círculos de confiança da vítima, o que dificulta a denúncia e a identificação rápida da violência. Psicólogos destacam que crianças abusadas podem apresentar mudanças de comportamento, medo, queda no rendimento escolar, ansiedade e depressão, muitas vezes com sinais silenciosos que exigem atenção constante de pais, responsáveis e educadores.
Profissionais do Direito ressaltam que denúncias devem ser tratadas com seriedade, garantindo proteção às vítimas e investigação adequada dos fatos. A legislação brasileira prevê mecanismos de acolhimento e atendimento especializado para crianças e adolescentes vítimas de violência sexual, com atuação integrada de órgãos de proteção.
As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque 100, além dos Conselhos Tutelares e autoridades policiais. Especialistas defendem campanhas permanentes de conscientização para romper o silêncio e fortalecer a proteção da infância no país.
Autoridades reforçam que a prevenção depende de denúncia rápida e integração entre famílias, escolas e órgãos públicos permanente.