A subvariante BA.3.2 do coronavírus, conhecida como Cicada, já foi identificada em pelo menos 23 países e segue sob monitoramento de autoridades sanitárias internacionais. A linhagem é derivada da variante Ômicron e foi inicialmente detectada na África do Sul, em 2024, voltando a ganhar atenção global ao longo de 2025 com o aumento de registros.
Dados da Global Virus Network indicam que a principal característica da BA.3.2 é o elevado número de mutações na proteína Spike, estrutura responsável pela entrada do vírus nas células humanas. Estimativas apontam entre 70 e 75 alterações, o que pode favorecer maior capacidade de transmissão e eventual escape imunológico.
Apesar disso, a Organização Mundial da Saúde informa que não há evidências de aumento na gravidade dos casos associados à nova sublinhagem. Os sintomas relatados permanecem semelhantes aos observados em outras variantes recentes, incluindo febre, tosse, dor de garganta, coriza e fadiga.
Relatórios internacionais também não indicam crescimento significativo de hospitalizações ou mortes vinculadas à BA.3.2 até o momento. Em alguns países europeus, a subvariante chegou a representar parcela relevante das amostras analisadas.
Especialistas mantêm vigilância contínua, destacando a importância da vacinação e do acompanhamento epidemiológico para conter a disseminação e proteger grupos mais vulneráveis. Autoridades reforçam que medidas básicas de higiene e atenção a sintomas continuam recomendadas, enquanto estudos seguem em andamento para avaliar o comportamento da linhagem.