A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que apura fraudes no INSS agiu com firmeza diante de um grave ato de obstrução de Justiça. O presidente Carlos Viana e o relator Alfredo Gaspar confirmaram que solicitarão a prisão preventiva do empresário Igor Dias Delecrode. O investigado é apontado como o mentor tecnológico de um esquema que desviou cerca de 1,4 bilhão de reais através da manipulação de biometrias faciais e assinaturas de aposentados.
O pedido de custódia ocorre após a descoberta de que Delecrode bloqueou o acesso ao seu iPhone 17 Pro Max durante a própria sessão legislativa. Relatórios da Polícia Civil do Distrito Federal confirmam que o empresário reiniciou o aparelho às 19h37 de 10 de novembro de 2025, exatamente no momento em que a apreensão foi aprovada. A manobra técnica impediu a extração de dados essenciais para a instrução criminal, colocando o dispositivo em modo de segurança absoluta.
Para o deputado Alfredo Gaspar, a conduta demonstra ousadia e risco à ordem pública, evidenciando o uso da inteligência para a continuidade de delitos. O vídeo da sessão registra o exato momento em que o suspeito manipula o telefone antes de entregá-lo às autoridades. Em um Estado de Direito, a transparência e a colaboração com a Justiça são pilares inegociáveis. A CPMI reforça que manobras tecnológicas não podem servir de escudo para quem é acusado de dilapidar o patrimônio de idosos e pensionistas, exigindo que o rigor da lei seja aplicado contra o desvio de conduta e a ocultação de evidências.








