Defesa de Bolsonaro entra com novo pedido de prisão domiciliar

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou nesta terça-feira, 17 de março de 2026, novo pedido de prisão domiciliar junto ao Supremo Tribunal Federal. Os advogados sustentam que o quadro de saúde do ex-chefe do Executivo exige acompanhamento médico contínuo, argumento que classificam como fundamento humanitário e jurídico para a concessão da medida.

Bolsonaro está internado desde o dia 13 de março no Hospital DF Star, onde recebe tratamento para uma pneumonia bacteriana bilateral. Segundo os advogados, o pedido encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes leva em consideração “a gravidade e a rápida evolução do quadro clínico”, bem como o histórico médico do ex-presidente.

Na petição apresentada ao tribunal, a defesa argumenta que a permanência do paciente em ambiente de custódia pode ampliar riscos à saúde, mesmo com suporte médico disponível. Para os advogados, a prisão domiciliar humanitária não representaria privilégio, mas uma providência necessária para assegurar condições adequadas de tratamento e acompanhamento permanente.

O boletim médico divulgado na segunda-feira, 16 de março, aponta melhora clínica e laboratorial nas últimas 24 horas. De acordo com os profissionais responsáveis pelo atendimento, houve recuperação da função renal e redução parcial dos marcadores inflamatórios, resultado considerado compatível com a resposta positiva ao tratamento com antibióticos intravenosos.

O quadro teve início na madrugada de sexta-feira, 13 de março, quando Bolsonaro passou mal no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência realizou o primeiro atendimento ainda no local. Posteriormente, exames detalhados foram realizados no hospital, incluindo tomografia do tórax e análises laboratoriais para descartar outras infecções.

A tomografia confirmou broncopneumonia bilateral, mais intensa no pulmão esquerdo. A partir desse diagnóstico, os médicos iniciaram imediatamente o protocolo terapêutico com antibióticos administrados por via intravenosa.

O histórico médico do ex-presidente também foi citado no pedido judicial. Desde o atentado sofrido durante a campanha eleitoral de 2018, ocorrido em Juiz de Fora, Bolsonaro passou por 14 (quatorze) cirurgias, sendo 10 (dez) diretamente relacionadas às sequelas do ferimento abdominal.

A defesa sustenta que esse conjunto de fatores clínicos reforça a necessidade de avaliação humanitária do caso. A decisão sobre o pedido caberá ao Supremo Tribunal Federal, que analisará os argumentos jurídicos e médicos apresentados nos autos.

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