Douglas Ruas foi eleito presidente da Alerj

Douglas Ruas foi eleito presidente da Alerj — Foto: Márcia Foletto

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro consolidou, nesta sexta-feira (17/04), a eleição do deputado Douglas Ruas, do PL, para a presidência da Casa. Em uma votação que reafirmou a vontade da maioria parlamentar, Ruas obteve 44 votos favoráveis, em um processo que buscou restabelecer a ordem institucional e a plena autonomia do Poder Legislativo fluminense.

A sessão, no entanto, foi palco de uma tentativa de obstrução coordenada pela oposição, que optou pelo abandono do plenário em vez de enfrentar o debate democrático no campo das ideias e dos votos. Ao todo, 25 parlamentares ligados ao grupo político do ex-prefeito Eduardo Paes não participaram do pleito, demonstrando uma resistência em aceitar os ritos regimentais da instituição.

Trajetória política e preparo intelectual

Douglas Ruas não chegou à presidência da Alerj por acaso. Sua trajetória é marcada por uma formação técnica sólida e por uma ascensão política pautada pela eficiência administrativa. Com experiência no Poder Executivo, Ruas demonstrou competência ao comandar a Secretaria de Gestão Integrada e Projetos Especiais em São Gonçalo, onde foi o arquiteto de convênios estruturantes que transformaram a realidade local. Sua passagem pela Secretaria Estadual das Cidades também é lembrada pela capacidade de articulação e pela entrega de
resultados concretos.


Intelectualmente preparado, o novo presidente da Alerj combina o pragmatismo da gestão pública com uma visão conservadora de respeito às instituições e à lei. Sua eleição representa a vitória de um perfil que privilegia o planejamento e a estabilidade em detrimento do populismo. Para os aliados, Ruas personifica a renovação com responsabilidade, sendo visto como uma liderança capaz de blindar o Legislativo contra crises externas e garantir que a pauta de desenvolvimento do estado não seja interrompida por disputas paroquiais.

A importância de um comando permanente

A eleição de Ruas é fundamental para encerrar o período de interinidade que fragilizava o parlamento. Um comando permanente na Alerj é o alicerce necessário para a segurança jurídica e para a previsibilidade das políticas públicas. Sob uma presidência efetiva, a Casa recupera sua força para legislar e fiscalizar, evitando que o vácuo de poder seja preenchido por interferências indevidas. A estabilidade institucional é um ativo valioso para atrair investimentos e garantir que o Rio de Janeiro siga em sua rota de recuperação fiscal e social.


A oposição, contudo, tem sido criticada por adotar uma postura que muitos parlamentares classificam como antidemocrática. Ao se recusarem a participar da votação e buscarem, de forma incansável, o Poder Judiciário para anular decisões legislativas, esses grupos demonstram uma dificuldade em aceitar a derrota no campo político. A prática de judicializar o processo legislativo é visto por juristas conservadores como uma tentativa de
transferir para os tribunais uma soberania que pertence exclusivamente aos representantes eleitos pelo povo.

Judicialização e o papel do STF

O recurso constante ao Supremo Tribunal Federal para intervir em questões internas da Alerj é um dos pontos mais sensíveis do atual cenário. Douglas Ruas, em seu discurso de posse, defendeu a independência dos poderes e criticou a postura daqueles que buscam a instabilidade. Segundo o presidente eleito, a tentativa de inviabilizar a eleição por meio da justiça ignora a vontade popular manifestada pelos deputados em plenário. A interferência externa, muitas vezes provocada por partidos que perdem no voto, é apontada como um fator que gera insegurança jurídica e prejudica a imagem do estado.


O deputado Bruno Dauaire, do União, reforçou esse sentimento ao destacar que a autonomia do Legislativo deve ser respeitada. Ele lamentou a ausência do campo progressista na votação, ressaltando que o respeito ao regimento interno e à decisão soberana dos pares é o que sustenta a democracia. A decisão da desembargadora Suely Lopes Magalhães, que manteve o voto aberto, foi celebrada pela base governista como uma vitória da transparência, em oposição aos que desejavam o voto secreto como ferramenta de manobra política.

Perspectivas para a gestão Douglas Ruas

Com a posse imediata, Douglas Ruas assume o compromisso de conduzir a Alerj com equilíbrio. Sua base de apoio, que inclui lideranças de cidades como São Gonçalo, São João de Meriti e Belford Roxo, confere ao novo presidente uma capilaridade política rara. Ele sinalizou que sua gestão será pautada pelo diálogo, mas sem abdicar da autoridade necessária para manter a ordem na Casa.

O cenário futuro ainda depende de definições sobre o comando do Poder Executivo, atualmente sob a gestão interina do desembargador Ricardo Couto. No entanto, com a Alerj devidamente pacificada e sob o comando firme de Ruas, o estado ganha um ponto de apoio sólido. A expectativa é que, com a legitimidade das urnas parlamentares, o novo presidente consiga neutralizar as tentativas de desestabilização e foque na aprovação de leis que garantam a ordem pública, a liberdade econômica e a eficiência estatal, princípios caros ao
eleitorado conservador fluminense.

Veja como como votaram os deputados da ALERJ


Registraram presença na sessão da votação 45 dos 70 deputados, e 44 deles elegeram Ruas

Votaram em Douglas Ruas (PL):

  1. Alexandre Knoploch (PL)
  2. Allan Lopes (PL)
  3. Anderson Moraes (PL)
  4. Arthur Monteiro (União Brasil)
  5. Bruno Dauaire (União Brasil)
  6. Carlinhos BNH (PP)
  7. Carlos Macedo (Republicanos)
  8. Chico Machado (Solidariedade)
  9. Danniel Librelon (Republicanos)
  10. Delegado Carlos Augusto (PL)
  11. Dionísio Lins (PP)
  12. Douglas Ruas (PL)
  13. Doutor Deodalto (PL)
  14. Dr. Pedro Ricardo (PP)
  15. Fábio Silva (União Brasil)
  16. Felipe Soares (União Brasil)
  17. Felipinho Ravis (Solidariedade)
  18. Filippe Poubel (PL)
  19. Franciane Motta (Podemos)
  20. Fred Pacheco (PMN)
  21. Geovani Ratinho (MDB)
  22. Gisele Monteiro (PL)
  23. Guilherme Delaroli (PL)
  24. Gustavo Tutuca (PP)
  25. Índia Armelau (PL)
  26. Jair Bittencourt (PL)
  27. Jorge Felippe Neto (Avante)
  28. Júlio Rocha (Agir)
  29. Marcelo Dino (União Brasil)
  30. Márcio Gualberto (PL)
  31. Munir Neto (Solidariedade)
  32. Pedro Brazão (União Brasil)
  33. Rafael Nobre (União Brasil)
  34. Rafael Picciani (MDB)
  35. Renan Jordy (PL)
  36. Renato Miranda (PL)
  37. Rodrigo Amorim (União Brasil)
  38. Samuel Malafaia (PL)
  39. Sarah Poncio (Solidariedade)
  40. Thiago Gagliasso (PL)
  41. Thiago Rangel (PMB)
  42. Tia Ju (Republicanos)
  43. Val Ceasa (PRD)
  44. Valdeci da Saúde (PL)

Registrou presença, mas se absteve:

  1. Jari Oliveira (PSB)

Não registraram presença:

  1. André Corrêa (PP)
  2. Carla Machado (PT)
  3. Carlos Minc (PSB)
  4. Célia Jordão (PL)
  5. Cláudio Caiado (PSD)
  6. Dani Balbi (PCdoB)
  7. Dani Monteiro (PSOL)
  8. Elika Takimoto (PT)
  9. Flavio Serafini (PSOL)
  10. Guilherme Schleder (PSD)
  11. Lilian Behring (PCdoB)
  12. Lucinha (PSD)
  13. Luiz Paulo (PSD)
  14. Marina do MST (PT)
  15. Marta Rocha (PDT)
  16. Professor Josemar (PSOL)
  17. Renata Souza (PSOL)
  18. Renato Machado (PT)
  19. Rosenverg Reis (MDB)
  20. Sérgio Fernandes (PSD)
  21. Verônica Lima (PT)
  22. Vinicius Cozzolino (União Brasil)
  23. Vitor Júnior (PDT)
  24. Yuri Moura (PSOL)
  25. Zeidan (PT)

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