Os Estados Unidos concluíram nesta quarta-feira, 30, a retirada de suas tropas do Iraque, encerrando a presença militar mantida no país no âmbito da missão de combate ao Estado Islâmico.
Os últimos militares deixaram uma base localizada na região curda, no norte iraquiano.
A retirada decorre de um acordo firmado anteriormente entre Washington e Bagdá para encerrar a missão da coalizão internacional.
Embora a presença militar americana tenha passado por diferentes fases, tropas dos Estados Unidos atuam no Iraque desde a invasão de 2003 e retornaram em maior número em 2014 diante do avanço do Estado Islâmico.
Com a saída, as forças iraquianas assumem responsabilidade maior pela segurança e pelo combate a células remanescentes de organizações extremistas.
A retirada também altera o equilíbrio regional.
Grupos políticos e milícias alinhadas ao Irã classificaram a saída como uma vitória, enquanto autoridades e moradores de determinadas regiões demonstram preocupação com a capacidade das forças locais de impedir uma reorganização de grupos armados.
Os Estados Unidos poderão manter cooperação em áreas como inteligência, treinamento e relações diplomáticas, mas a missão militar estabelecida no território iraquiano foi encerrada.