Estaleiro irregular é alvo de operação na Ilha do Fundão

Operação Porto+Seguro identificou desmontagem irregular de embarcação em estaleiro na Ilha do Fundão

Representante de empresa que fazia desmontagem de embarcação foi preso em flagrante por crime ambiental

Uma operação do Programa Porto+Seguro, do Governo do Estado, identificou, na manhã desta segunda-feira, 18 de maio, atividades irregulares em um estaleiro localizado na Ilha do Fundão, na Zona Norte do Rio. Durante a fiscalização, um representante da empresa LL Comércio de Sucatas foi preso em flagrante e autuado por crime ambiental.

Segundo as informações da operação, a empresa realizava a desmontagem não autorizada de uma embarcação no local, onde trabalhavam dez pessoas. O representante foi encaminhado para a Cidade da Polícia. No momento da abordagem, não foram apresentados documentos que autorizassem a operação ou comprovassem a regularidade da atuação da empresa na área.

A fiscalização apontou risco ambiental na atividade. A desmontagem inadequada de estruturas de embarcações pode provocar descarte irregular de resíduos e gerar impacto no entorno da área, especialmente em regiões próximas à Baía de Guanabara. O caso reforça a necessidade de controle sobre atividades de desmonte naval, que exigem licenciamento, destinação correta de materiais e acompanhamento dos órgãos competentes.

Ainda de acordo com as informações obtidas durante a ação, o terreno seria originalmente de propriedade da Universidade Federal do Rio de Janeiro. No entanto, uma documentação datada de janeiro de 2026, apresentada durante a fiscalização, indicava a Superpesa Cia de Transportes Especiais e Intermodais como responsável pela área.

O mesmo documento apontava que a LL Comércio de Sucatas teria sido autorizada pela Superpesa a retirar sucata metálica e remover o navio Suvarina, que ocupa o terreno. A autorização apresentada, porém, não foi considerada documento válido para permitir a execução dos serviços.

A ação contou com apoio da Coordenadoria de Operações com Aeronaves Não Tripuladas e da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente. Um drone operado pela coordenadoria ajudou a identificar as atividades irregulares no estaleiro, o que foi decisivo para a abordagem das equipes.

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