Três homens acusados de integrar um grupo especializado em aplicar golpes contra passageiros de táxi, principalmente idosos, tiveram as prisões em flagrante convertidas em preventivas no Rio. A decisão ocorreu após atuação do Núcleo de Atuação perante a Central de Audiência de Custódia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, o NACAC/MPRJ.
Segundo as investigações, o motorista direcionava o passageiro para o pagamento com cartão e utilizava uma máquina adulterada. Enquanto a vítima digitava a senha, a informação era capturada. Em seguida, o cartão verdadeiro era trocado por outro semelhante, muitas vezes pertencente a uma vítima anterior.
A Polícia Civil informou que o grupo atuava na Zona Sul e tinha como principais alvos pessoas idosas. Os suspeitos foram localizados por agentes da 9ª DP, do Catete, depois que uma vítima percebeu que havia recebido outro cartão após pagar uma corrida.
Cartões eram usados rapidamente
Com o cartão da vítima e a senha já conhecida, os envolvidos conseguiam realizar compras e saques antes que o passageiro percebesse a fraude.
Durante a operação, foram encontrados 85 cartões bancários em nome de terceiros. A Polícia Civil divulgou inicialmente a apreensão de dez máquinas de cartão e cinco placas de veículos. Já o MPRJ, ao tratar posteriormente dos autos da audiência de custódia, informou 12 máquinas e seis placas. A diferença entre os balanços provavelmente reflete momentos distintos da apuração, por isso os números devem ser atribuídos às respectivas fontes.
Os investigadores também apontaram que as placas do veículo eram alteradas para dificultar o rastreamento.
Como reduzir o risco
O passageiro deve acompanhar o cartão durante todo o pagamento e conferir se o plástico devolvido é realmente o seu. Também é importante observar o valor exibido na máquina antes de digitar a senha.
Se uma maquininha apresentar sucessivos erros, o mais seguro é interromper a operação e buscar outro meio de pagamento. Nunca se deve entregar a senha ao motorista ou permitir que o cartão fique fora do campo de visão.
Quando houver suspeita de troca, a recomendação prática é bloquear imediatamente o cartão pelo aplicativo ou pela central do banco, verificar compras e saques recentes e registrar ocorrência policial.
Prisões preventivas
Segundo material encaminhado pelo MPRJ à redação, a Justiça converteu em preventivas as prisões de Alisson Gabriel de Almeida Souza, Gabriel de Sousa Vera e Alessandro Soares de Assis. O Ministério Público sustentou que havia indícios de atuação estruturada do grupo, divisão de tarefas e risco de repetição das condutas.
Um dos acusados, de acordo com o órgão, já havia sido preso anteriormente por suspeita de participação em golpe semelhante. A investigação continua.