Os servidores do Departamento Estadual de Trânsito do Rio de Janeiro, o Detran-RJ, iniciam nesta quarta-feira, 7, uma greve por tempo indeterminado. A categoria reivindica valorização profissional e reestruturação da carreira.
A paralisação foi aprovada em assembleia do Sindicato dos Servidores do Detran, realizada em setembro, com mais de dois terços dos votos dos filiados presentes. A mobilização é a quarta promovida pela categoria em 2026.
Em setembro, os servidores interromperam as atividades por três dias. Em agosto, a paralisação durou 48 horas. Em abril, uma greve de 11 dias teve entre as reivindicações melhores condições de trabalho e o cumprimento de direitos previstos em acordo judicial.
Durante a greve, a legislação exige a manutenção de um contingente mínimo de trabalhadores. Segundo informações reunidas pela reportagem, serviços de identificação civil executados por terceirizados devem continuar funcionando.
Nos serviços veiculares, o usuário que tiver atendimento interrompido poderá retornar à mesma unidade em até cinco dias úteis depois da normalização, sem necessidade de novo agendamento. Exames práticos de habilitação afetados deverão ser remanejados.
Já exames eletrônicos cancelados durante a paralisação terão de ser reagendados, sem cobrança de nova taxa.
O Detran-RJ afirmou que respeita os servidores e permanece aberto ao diálogo. Para quem possui atendimento marcado, a orientação é acompanhar os canais oficiais do órgão antes de se deslocar até uma unidade.
A paralisação pode afetar principalmente procedimentos que dependem diretamente de servidores efetivos. Serviços terceirizados e operações que não estejam vinculadas à categoria em greve podem seguir normalmente.
O impacto real deverá ficar mais claro a partir do primeiro dia de paralisação, quando será possível verificar quais unidades e serviços sofrerão maior redução de atendimento.