O conflito entre Irã, Israel e EUA impacta severamente a economia global e o cenário fiscal brasileiro, segundo relatório da IFI. A escalada elevou o barril de petróleo de US$ 71 para mais de US$ 100, acendendo o alerta para uma nova rodada inflacionária e crise energética.
No Brasil, os efeitos são ambivalentes. Para mitigar a alta dos combustíveis, o governo adotou medidas como subsídios ao diesel e desonerações, o que eleva despesas e renúncia de receitas. Por outro lado, a valorização da commodity impulsiona a arrecadação de royalties, dividendos da Petrobras e receitas tributárias gerais via inflação. A IFI adverte que os reflexos fiscais serão duradouros. A aceleração inflacionária pressionará o reajuste do salário mínimo a partir de 2027, impactando diretamente gastos obrigatórios como aposentadorias, BPC e seguro-desemprego. Na tentativa de equilibrar as contas, o governo propôs a taxação de exportações e o aumento do IPI sobre cigarros, mas enfrenta resistência jurídica. O equilíbrio entre o ganho de arrecadação e o aumento das despesas sociais é o