O Hospital Municipal Carlos Tortelly, em Niterói, registrou aumento de atendimentos e exames, mas a ocupação média de 99,4% da Enfermaria 2 acende alerta para a pressão sobre a estrutura. A taxa considera onze meses, de setembro de 2025 a julho de 2026, e não deve ser confundida com a ocupação de todo o hospital.
Segundo dados divulgados pela Prefeitura, os atendimentos passaram de 23.525 para 29.610 entre março e julho de 2024 e igual período de 2026, alta de 25,9%. A produção de exames avançou 38,9%, de 178.923 para 248.477. São indicadores de volume, insuficientes, isoladamente, para comprovar redução de filas.
Na Enfermaria 2, foram registradas 871 entradas assistenciais e 9.240 pacientes-dia. Dessas entradas, 804 decorreram de transferências internas. A unidade teve 586 altas hospitalares no período. A taxa elevada exige esclarecimento sobre leitos disponíveis, capacidade de absorver emergências e eventuais atrasos para internação.
A gestão municipal deve informar tempo médio de espera, equipes por turno, ocupação das demais enfermarias e plano para períodos de demanda excepcional. Também precisa comparar resultados clínicos e apresentar indicadores de qualidade, não apenas quantidade de procedimentos realizados.
As reformas e a implantação do Núcleo de Atendimento à Mulher constituem investimentos relevantes. Mas estrutura renovada só representa avanço mensurável quando o paciente encontra atendimento oportuno, segurança e continuidade no cuidado, sobretudo em casos graves.