O empresário John Textor, sócio majoritário da SAF do Botafogo, admitiu a possibilidade de deixar o comando do clube em meio ao impasse sobre novos aportes financeiros. A declaração ocorreu antes da partida contra a Chapecoense, no estádio Nilton Santos, após o adiamento da assembleia que trataria da capitalização.
A reunião não foi realizada por falta de quórum, em razão da ausência de representantes com poder de decisão da Eagle. O encontro foi remarcado para o dia vinte e sete, mantendo indefinição sobre investimentos. Segundo informações divulgadas pelo próprio dirigente, a situação impede a entrada imediata de novos recursos. Textor apresentou proposta de aporte de vinte e cinco milhões de dólares, estruturada como aumento de capital mediante emissão de ações.
A medida depende de aprovação dos acionistas, incluindo o clube associativo, que detém participação minoritária na sociedade. Sem autorização, o investidor afirmou que só poderia aportar valores por meio de dívida, o que considera inadequado para a saúde financeira. O edital da assembleia prevê ainda análise de empréstimos já realizados para regularização de pendências que resultaram em restrições administrativas.
O Botafogo enfrenta limitações para registro de jogadores por decisões em instâncias desportivas, decorrentes de atrasos financeiros. O cenário reforça a necessidade de definição entre os acionistas para garantir estabilidade e continuidade do planejamento esportivo. A definição do caso deve ocorrer na próxima reunião marcada.