A Linha 3 do metrô, aguardada há décadas por moradores do Leste Metropolitano, entrou em uma nova etapa de planejamento. O Governo do Estado do Rio de Janeiro, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Coppe/UFRJ formalizaram, na sexta-feira (25), uma parceria para desenvolver estudos técnicos voltados à expansão e à integração da rede metroviária fluminense. O material encaminhado à redação pelo Governo do Estado define o instrumento como um Acordo de Cooperação Técnica. A formalização também foi noticiada por veículos de circulação nacional.
Para São Gonçalo, o principal ponto é justamente a Linha 3. Os estudos conduzidos pela Coppe/UFRJ já possuem resultados preliminares sobre possíveis alternativas de traçado, que permanecem em avaliação. A análise considera aspectos técnicos e territoriais e deverá servir de base para decisões futuras sobre o projeto.
A cooperação também contempla estudos para a expansão da Linha 2, entre Estácio e Praça XV, e da Linha 4, no eixo entre Jardim Oceânico, Terminal Alvorada e Recreio. No caso da Linha 3, o objetivo é criar uma ligação metroviária de alta capacidade entre o Rio de Janeiro, Niterói e São Gonçalo. O Projeto Prisma, desenvolvido pela universidade, trabalha também com a conexão até Itaboraí.
Os estudos acadêmicos já avançaram além de uma discussão conceitual. Em junho, a Coppe apresentou um corredor de aproximadamente 50 quilômetros e 29 estações no desenho estudado pelo Projeto Prisma. Esses números, porém, pertencem à fase técnica e não significam que o traçado esteja definitivamente aprovado. A própria Coppe ressalta o caráter de estudo do projeto.
Para o morador de São Gonçalo, a novidade representa avanço institucional no planejamento, mas ainda não significa começo de obra. Também não foram anunciados, neste novo acordo, cronograma definitivo de implantação, valor final do empreendimento ou data para início da construção.
Essa diferença é importante porque a Linha 3 acumula propostas e estudos ao longo de décadas. O fato novo agora é a formalização da cooperação entre Estado, BNDES e Coppe/UFRJ e o aproveitamento de estudos que já estão em andamento.
As próximas etapas dependerão da consolidação das análises técnicas e das decisões posteriores dos órgãos envolvidos. Até lá, qualquer prazo para inauguração ou definição definitiva do percurso deve ser tratado como não confirmado.