O livro O que devemos à Berta Ribeiro? A antropóloga que viu as Civilizações da Floresta, da historiadora Bianca Luiza Freire de Castro França, está disponível em versões impressa e digital em diferentes plataformas. A obra recupera a trajetória intelectual e humana de Berta Gleizer Ribeiro (1924-1997) e destaca sua contribuição para a antropologia brasileira e para os estudos sobre os povos indígenas.
Segundo a página do Clube de Autores, o livro tem 301 páginas, ISBN 9786502055199 e edição de 2026. No momento da consulta, a versão impressa estava anunciada por R$ 69,48, enquanto o e-book custava R$ 36,92. Os valores podem ser alterados posteriormente pela própria plataforma.
A publicação é resultado da pesquisa de doutorado de Bianca França sobre a trajetória de Berta Ribeiro. Ao longo de nove capítulos, a autora aborda a formação da antropóloga, sua parceria intelectual com Darcy Ribeiro, a atuação em museus e instituições de pesquisa e suas contribuições para a antropologia, a museologia e os estudos sobre cultura material indígena.
Um dos eixos da obra é justamente evidenciar a produção intelectual própria de Berta Ribeiro, frequentemente associada à trajetória de Darcy Ribeiro. Seus estudos envolveram arte indígena, tecnologia tradicional, conhecimentos ecológicos e cultura material.
Pesquisa também virou documentário
A investigação desenvolvida por Bianca também deu origem ao documentário Para Berta, com amor, dirigido e produzido pela historiadora. Em 2024, o Museu Nacional dos Povos Indígenas exibiu o filme durante uma homenagem ao centenário de nascimento de Berta.
O museu registra ainda que a antropóloga foi responsável pela catalogação de cerca de 8 mil itens de seu acervo etnográfico e atuou como museóloga na instituição durante os anos 1980.
A trajetória de Berta chegou também ao Carnaval. Em 2026, a G.R.E.S. Tubarão de Mesquita apresentou o enredo Berta Ribeiro: Da Praça Onze ao Coração da Floresta, levando sua história para a avenida.
Nova etapa de circulação
O FLUMINENSE acompanhou o lançamento da obra em junho, no Acaso Cultural, em Botafogo, quando o evento reuniu exibição do documentário, conversa com leitores e sessão de autógrafos.
Agora, após a participação na Bienal de São Paulo, a publicação amplia sua circulação por canais digitais e de venda on-line. Além do Clube de Autores, a obra também aparece em plataformas como Google Play e Amazon, ampliando o acesso de leitores interessados em antropologia, memória, história intelectual e culturas indígenas.
Com a nova fase de distribuição, o livro mantém em circulação uma pergunta que orienta o trabalho de Bianca França: qual é o lugar de Berta Ribeiro na história da antropologia brasileira e quanto de sua contribuição ainda precisa ser reconhecido?