Município mantém arboviroses sob controle com ações permanentes

Números de dengue, zika e chikungunya seguem baixos, sem registro de óbitos, com trabalho diário da Vigilância em Saúde Foto: Ákilla Ribeiro

O trabalho diário das equipes da Vigilância em Saúde de Rio das Ostras é essencial para manter sob controle os índices das arboviroses no Município. A Vigilância Ambiental segue fazendo vistorias em residências e comércios, priorizando a eliminação de criadouros do mosquito e orientando a população sobre a importância dos cuidados dos moradores para manter os baixos números dessas doenças. O Ministério da Saúde não recomenda o uso do fumacê no atual cenário da Cidade, que não apresenta surtos de arboviroses.

Outra iniciativa importante da Prefeitura para controlar a infestação do Aedes aegypti foi a instalação das “armadilhas”. Rio das Ostras está entre os primeiros municípios do Estado a utilizar um sistema de monitoramento da presença do mosquito com base em “armadilhas”, as chamadas ovitrampas.

O método possibilita o monitoramento antecipado da presença do vetor, permitindo que a Secretaria de Saúde identifique as áreas de maior risco e planeje com mais eficiência as ações de controle.

BAIXOS ÍNDICES– Pelos dados da Secretaria de Saúde, dos 211 casos suspeitos de dengue registrados desde janeiro, 23 foram confirmados e 121 já foram descartados. Os 67 restantes seguem em investigação.

O Município não registrou nenhum caso suspeito de zika e chikungunya e há uma notificação de suspeita de febre oropuche, em 2026.

AÇÕES EFICIENTES – A coordenadora da Vigilância em Saúde, Nirvana Braga, explica que as ações eficientes contra o mosquito – no atual cenário do Município, sem surtos de arboviroses – continua sendo o trabalho permanente de eliminação de possíveis criadouros.

“Além do trabalho constante da Vigilância, ações simples de cuidados com o ambiente são os mais eficientes para combater o mosquito. A prática de 10 minutos por semana contra o Aedes funciona muito bem!”, diz Nirvana.
O mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya vive e se reproduz dentro e ao redor das casas. Agindo uma vez por semana na limpeza de criadouros, a população interfere no desenvolvimento do vetor, já que seu ciclo de vida, do ovo ao mosquito adulto, leva de 7 a 10 dias. Com uma ação semanal, é possível impedir que ovos, larvas e pupas do mosquito cheguem à fase adulta, freando a transmissão dessas doenças.

FUMACÊ – Quanto ao uso do fumacê, o Município segue as orientações do Ministério da Saúde e dos especialistas da área. O método só deve ser utilizado quando há surtos das doenças e de forma adicional a outras ações. O fumacê só atua sobre os mosquitos adultos e não elimina larvas nem ovos do Aedes.

Além disso, o fumacê gera impacto ambiental, já que utiliza elementos que são tóxicos também para insetos polinizadores (como as abelhas), vespas e outros predadores naturais dos mosquitos, além de aves e plantas, entre outros organismos vivos.

 

Fonte: Prefeitura de Rio das Ostras

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