A realidade do transporte em Niterói revela um cenário de abandono que humilha o cidadão. Enquanto a Prefeitura sustenta a propaganda de uma frota 100% climatizada, passageiros das linhas 21 e 26 enfrentam diariamente veículos sem refrigeração. Esse abismo entre o anúncio oficial e o calor das ruas levanta uma questão alarmante: ou a Prefeitura mentiu deliberadamente, ou perdeu a autoridade perante as empresas de ônibus, que operam com desdém pelas normas municipais.
O descaso é sistêmico. O passageiro paga por um serviço que não recebe, sendo transportado em veículos sucateados, com estofamentos danificados e manutenção precária. No Caramujo, o caos é agravado pela falta de ordem, com relatos de coação contra motoristas sob olhar omisso do poder público. Se o governo afirma fiscalizar, mas as empresas seguem com janelas abertas e ar desligado, evidencia-se a falência da gestão. As viações parecem ditar regras, ignorando contratos e punições, enquanto gestores assistem inertes ao sofrimento do trabalhador.
É necessária resposta imediata do Executivo e punição à empresa, com rigor legal. A ausência de comando favorece apenas a concessionária. A farsa da frota climatizada afronta o contribuinte e sua dignidade, revelando uma cidade sem rumo, onde o lucro prevalece sobre o bem-estar social. Restam o calor excessivo, a insegurança cotidiana e o sentimento de traição por parte de quem deveria governar com seriedade e compromisso público efetivo, garantindo respeito ao usuário e cumprimento das regras estabelecidas, com fiscalização rigorosa contínua por autoridades.