Pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira, 17, aponta que 53% dos entrevistados desaprovam o trabalho do Supremo Tribunal Federal, enquanto 30% dizem aprová-lo. Outros 17% não souberam responder. O levantamento foi divulgado pela Jovem Pan e ouviu 3 mil pessoas em todas as regiões do país.
Quando a pergunta trata da avaliação geral da Corte, 50% classificam a atuação do STF como ruim ou péssima, enquanto 18% consideram o desempenho ótimo ou bom. Segundo os dados publicados pelo PoderData, a parcela de avaliações negativas subiu quatro pontos percentuais em relação à rodada anterior, realizada entre 30 de maio e 1º de junho.
O levantamento também mediu separadamente a percepção sobre ministros da Corte. O trabalho de Alexandre de Moraes é desaprovado por 57% dos entrevistados e aprovado por 33%. Já André Mendonça registra 50% de aprovação e 36% de desaprovação entre os participantes da pesquisa.
A pesquisa foi realizada entre 13 e 16 de setembro por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram entrevistadas 3 mil pessoas em 623 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro informada é de 1,8 ponto percentual, com intervalo de confiança de 95%.
O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00360/2026. O registro é exigido para levantamentos eleitorais divulgados durante o período de campanha e permite a consulta pública de informações sobre metodologia, contratantes e plano amostral.
Os números mostram o retrato da opinião dos entrevistados no período pesquisado. Eles não representam, por si só, uma avaliação jurídica sobre decisões do STF nem permitem atribuir uma causa única aos índices de aprovação ou desaprovação. A leitura dos resultados deve considerar a margem de erro e o momento em que as entrevistas foram realizadas.
O levantamento ocorre em um cenário de forte exposição pública do Supremo e de seus ministros durante o período eleitoral. A pesquisa, contudo, mede percepção, e não o mérito de decisões judiciais específicas. A próxima rodada poderá indicar se os percentuais se mantêm ou se variam à medida que novos fatos entram no debate político e institucional.