A Petrobras aplicou nesta sexta-feira um reajuste de 19,2% no preço do gás natural canalizado vendido às distribuidoras em todo o território nacional. A medida impacta diretamente residências, comércios e o GNV usado por frotas e motoristas. Segundo a estatal, a variação decorre da oscilação do dólar e da cotação internacional do petróleo Brent, que registrou alta de 24,3% entre fevereiro e abril.
O querosene de aviação também subiu 18% em maio, elevando custos logísticos. O reajuste do gás segue cláusulas contratuais trimestrais entre a estatal e distribuidoras. O GLP não sofre alteração neste movimento e segue política própria de preços. A composição do preço inclui transporte por gasodutos, margens de distribuição e carga tributária federal e estadual.
Especialistas apontam que a previsibilidade contratual é essencial para estabilidade regulatória e investimentos no setor. A Associação Brasileira das Empresas de Gás Canalizado, Abegás, alerta para possível novo aumento em agosto. A entidade avalia impacto nos consumidores e pede acompanhamento regulatório diante da volatilidade internacional. A transparência nos reajustes da Petrobras segue sob monitoramento de órgãos de controle e do mercado.
Em cenário de alta volatilidade global, o setor energético brasileiro mantém atenção às fórmulas contratuais que definem repasses de custos, enquanto consumidores e empresas acompanham possíveis efeitos sobre inflação, transporte e competitividade econômica nos próximos ciclos de reajuste previstos no curto prazo.