Marca criada por Michele Alves e Paula Hainfellner nasceu a partir das aulas de costura e se prepara para apresentar suas criações no festival de moda autoral, no Rio
Uma ideia surgida durante aulas de costura em Niterói está prestes a ganhar uma nova vitrine. A Pijama Carioca, criada por Michele Alves e Paula Hainfellner, se prepara para apresentar suas criações no Carandaí 25, festival dedicado à moda autoral brasileira.
O projeto nasceu nos ateliês Manufatura Lúdica e Espaço Criativo. Michele, responsável pela direção criativa, e Paula, à frente da produção, encontraram na costura um ponto de partida para transformar o interesse pelo trabalho artesanal em um negócio próprio.
A proposta da marca é unir conforto, cores e uma identidade ligada ao jeito carioca de vestir. As peças são desenvolvidas a partir de uma produção de pequena escala, com atenção aos detalhes e participação direta das criadoras no processo.
As imagens dos bastidores ajudam a contar essa trajetória: linhas, máquinas de costura, bordados e peças em diferentes estampas fazem parte da rotina de produção da marca. É justamente essa origem artesanal que a Pijama Carioca pretende levar ao público em sua participação no Carandaí 25, evento que reúne marcas e criadores independentes.
O próprio Carandaí 25 se apresenta como uma plataforma voltada à descoberta de novos talentos e à valorização da produção brasileira. Segundo a organização, o festival reúne marcas de diferentes regiões do país e conecta criação, mercado e público.
A agenda oficial do Carandaí 25 lista uma edição no Rio de Janeiro entre os dias 5 e 8 de novembro de 2026, no Jockey Club Brasileiro.
Para Michele e Paula, chegar ao evento representa uma mudança de escala para um projeto que começou dentro da sala de aula. O processo de aprendizado passou para a produção das primeiras peças e, depois, para a construção de uma identidade própria.
O crescimento acontece em um ambiente no qual a moda autoral busca espaço justamente pela capacidade de oferecer produtos com história, produção mais próxima dos criadores e diferenciação em relação à fabricação em larga escala. O Carandaí 25 afirma que sua proposta inclui ampliar a visibilidade dessas marcas e aproximá-las do mercado consumidor.
A participação da Pijama Carioca também leva um negócio de origem niteroiense para uma vitrine de circulação mais ampla. Para a marca, o próximo passo será apresentar ao público não apenas as peças, mas a história construída entre tecidos, linhas e máquinas de costura.
Do aprendizado nos ateliês ao festival de moda, a trajetória de Michele Alves e Paula Hainfellner mostra como uma atividade inicialmente ligada ao prazer de criar pode ganhar forma de empreendimento e chegar a novos públicos.



