Uma operação conjunta interditou totalmente um posto de combustíveis no Engenho Novo, Zona Norte do Rio de Janeiro, na sexta-feira (15). A ação, que reuniu a Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor, o PROCON-RJ e o IPEM, identificou um esquema tecnológico sofisticado projetado para enganar motoristas. Técnicos descobriram dispositivos eletrônicos acoplados às bombas do estabelecimento que permitiam a manipulação remota da litragem. Na prática, o painel registrava uma quantidade de combustível superior àquela que efetivamente entrava no tanque dos veículos, gerando prejuízo direto aos consumidores.
O flagrante ocorreu durante uma fiscalização de rotina que contou com o apoio da Agência Nacional do Petróleo e do Comando de Polícia Ambiental. Segundo o IPEM, o equipamento ilegal estava instalado em três bombas diferentes. O uso de tecnologia para adulterar a medição é considerado um crime grave contra as relações de consumo e as normas de comercialização. O secretário de Defesa do Consumidor, Rogério Pimenta, classificou a prática como um “golpe silencioso”, destacando que a sofisticação do método dificulta a percepção da fraude pelo cidadão comum durante o abastecimento cotidiano.
Além do dano financeiro individual, as autoridades alertam que esse tipo de irregularidade impacta negativamente a arrecadação de impostos estaduais, prejudicando investimentos em setores essenciais como saúde e segurança pública. Este modelo de fraude eletrônica já foi detectado em outros postos do estado, o que motivou um alerta geral para o setor de combustíveis no Rio de Janeiro. A interdição do local é por tempo indeterminado, e os responsáveis responderão administrativa e criminalmente. O governo estadual garantiu que intensificará as vistorias em diversas regiões para assegurar que o consumidor receba o volume exato pelo qual pagou, combatendo qualquer tentativa de manipulação tecnológica nas bombas.