A seca se intensificou em áreas do Norte e do Nordeste entre julho e agosto, ampliando a pressão sobre recursos hídricos, agricultura e atividades que dependem dos rios.
A atualização mais recente do Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) mostra intensificação do fenômeno em 17 unidades da Federação. No Nordeste, 90% do território regional apresentava algum grau de seca em agosto.
O Amazonas teve aumento expressivo da área atingida, de 60% para 94% do estado entre julho e agosto. Acre e Roraima registraram seca em 100% de seus territórios no período analisado.
Dados do Cemaden mostram que 91 dos 97 municípios que passaram a apresentar seca severa no período estão no Nordeste. A Bahia concentrou 52 desses municípios, seguida por Sergipe, com 20, e Alagoas, com 19.
O quadro hidrológico não é uniforme no país. O monitoramento aponta situações distintas entre bacias e regiões, com algumas áreas apresentando estabilidade ou melhora, enquanto outras registram agravamento.
Na Região Norte, boletins do Cemaden indicam vazões abaixo ou muito abaixo da média em diferentes pontos e mantêm atenção sobre bacias importantes para abastecimento, navegação e outras atividades.
Órgãos federais seguem acompanhando a evolução das condições durante os próximos meses, especialmente em áreas onde a redução das chuvas pode afetar abastecimento, produção agropecuária e transporte fluvial.