STF define efeitos de decisão sobre alíquota de IPTU por área

Supremo fixou 12 de agosto de 2026 como marco para os efeitos da decisão que impede alíquota de IPTU baseada na área do imóvel.

O Supremo Tribunal Federal definiu que a decisão que impede municípios de fixar alíquotas de IPTU com base na área do imóvel produz efeitos a partir de 12 de agosto de 2026. A data corresponde à publicação da ata do julgamento que fixou a tese de repercussão geral sobre o tema.

De acordo com o STF, a modulação preserva cobranças e pagamentos realizados antes desse marco, além dos processos administrativos e das ações judiciais que ainda estavam pendentes de conclusão.

A definição ocorreu no julgamento de embargos de declaração no Recurso Extraordinário com Agravo 1.593.784, encerrado em sessão virtual em 9 de outubro.

No julgamento de mérito, o Supremo havia decidido que a progressividade fiscal do IPTU deve considerar o valor do imóvel. A Constituição permite diferenciação das alíquotas em razão da localização e do uso, mas a Corte afastou a adoção da área do imóvel como critério para definir a alíquota.

Com a modulação, os municípios passam a ter um marco temporal objetivo para aplicar o entendimento. Cobranças e pagamentos anteriores à data fixada ficam preservados nos termos estabelecidos pelo Supremo, enquanto os lançamentos posteriores devem observar a tese definida pela Corte.

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