A imagem do Supremo Tribunal Federal nas redes sociais apresentou forte desgaste em março de 2026, segundo levantamento do instituto AtivaWeb Datalab. A pesquisa analisou 56,2 milhões de publicações nas principais plataformas digitais e identificou que 78,6 por cento das menções foram negativas, indicando tendência consistente de insatisfação pública com decisões e posicionamentos recentes da Corte.
De acordo com o estudo, o volume de críticas foi influenciado principalmente por repercussões envolvendo ministros em casos de grande visibilidade. Apesar disso, o levantamento aponta que a percepção negativa não se restringe a nomes específicos, alcançando a instituição de forma ampla. Para os pesquisadores, o ambiente digital demonstra dificuldade do público em separar a atuação individual dos magistrados do papel institucional do tribunal.
O relatório também registra que 11,4 por cento das menções foram classificadas como neutras, enquanto menos de 10 por cento tiveram conteúdo favorável. O cenário se manteve estável ao longo dos últimos meses, o que sugere consolidação de um padrão de avaliação crítica.
Especialistas ouvidos pelo instituto indicam que medidas de comunicação institucional podem contribuir para maior compreensão das decisões judiciais, com destaque para a divulgação de critérios técnicos e funcionamento colegiado. O estudo ressalta ainda que o alcance do Supremo nas redes é inferior ao de lideranças políticas nacionais, fator que impacta a capacidade de resposta no ambiente digital.
Os dados também indicam que episódios recentes de grande repercussão contribuíram para ampliar o engajamento negativo, com picos de comentários críticos em momentos de julgamento e decisões monocráticas. O levantamento não aponta ilegalidades, mas evidencia percepção social que pressiona a comunicação institucional.