O Tribunal Superior do Trabalho (TST) julga nesta terça-feira (29), às 14h30, o dissídio coletivo envolvendo a Caixa Econômica Federal e os empregados do banco, em greve desde 10 de setembro.
O principal ponto de divergência envolve as condições de custeio do Saúde Caixa, plano de assistência médica dos trabalhadores. O julgamento foi convocado após o banco recorrer ao tribunal diante da falta de acordo nas negociações.
Na semana passada, o ministro Mauricio Godinho Delgado determinou liminarmente que pelo menos 60% dos empregados de cada agência permaneçam em atividade, presencialmente ou de forma remota, durante a paralisação. O descumprimento da determinação pode gerar multa diária de R$ 100 mil por sindicato.
A Caixa havia solicitado a manutenção de 80% do efetivo, pedido que não foi integralmente acolhido. Segundo informações divulgadas pelo TST e por veículos que acompanham o processo, as negociações também discutem a participação da empresa no custeio do plano a partir de 2027.
Representantes dos trabalhadores questionam o impacto financeiro das mudanças propostas, enquanto a Caixa afirma buscar uma solução que preserve a sustentabilidade do plano e a continuidade dos serviços.
Durante a paralisação, clientes podem utilizar canais digitais, terminais de autoatendimento, lotéricas e correspondentes Caixa Aqui para diversos serviços.