Foto: Thiago Ribeiro/ Agif/Gazeta Press
A derrota do Vasco por 1 a 0 para o Bahia, na 3ª rodada do Brasileirão, escancarou um
problema que já não pode mais ser tratado como acidente de percurso. Em pleno São
Januário, o time voltou a repetir o roteiro que tem marcado a temporada: cria
oportunidades, desperdiça chances claras e falha de forma infantil na defesa. O
resultado é simples e duro: apenas 1 ponto em 3 jogos, desempenho incompatível com a
grandeza do clube.
O gol sofrido nasceu de um escanteio que expôs desorganização coletiva. Havia 9
atletas dentro da área e nenhum na sobra para bloquear a finalização de Luciano Juba,
após assistência de Everton Ribeiro. A falha não foi individual, foi estrutural. Faltou
comando, posicionamento e leitura de jogo. Em qualquer equipe competitiva, esse tipo
de erro é corrigido à exaustão nos treinamentos. Quando se repete, a responsabilidade
recai inevitavelmente sobre o comando técnico.
Fernando Diniz, em entrevista coletiva, assumiu a responsabilidade e afirmou estar
preparado para as vaias. Também defendeu Philippe Coutinho, classificando o meia
como um presente para o clube. A torcida, no entanto, reagiu com hostilidade. Coutinho
foi vaiado ao ser substituído por Johan Rojas e recebeu nota 3.5 nas avaliações
especializadas, reflexo de atuação apagada e distante do protagonismo esperado de um
camisa 10 com um dos maiores salários do elenco.
Os números mostram produção ofensiva, mas baixa eficiência. Andrés Gómez, nota 6.5,
foi o mais lúcido no ataque. Brenner e Lucas Piton, ambos abaixo de 4.0, simbolizam a
queda técnica. Diniz também recebeu 3.0, retrato de um time que insiste nos mesmos
erros.
O Vasco volta a campo pressionado. A história cruzmaltina exige reação imediata.
Persistir no equívoco pode transformar desconfiança em crise aberta. Futebol é
resultado. E o torcedor cobra entrega, organização e respeito à tradição.








