O mandato parlamentar na Câmara Municipal de Niterói enfrenta um teste de fogo sobre a responsabilidade com o dinheiro do povo. A vereadora Benny Briolly foi oficialmente notificada e tem prazo até a próxima quarta-feira para explicar o sumiço em um terço das sessões de dois mil e vinte e cinco. O cerco fechou após o vereador Allan Lyra protocolar documentos que comprovam trinta e três ausências em noventa e nove plenárias. Lyra sustenta que a lei vale para todos e o cidadão comum não pode faltar ao emprego sem sofrer as consequências imediatas no bolso ou no cargo.
O pedido de cassação liderado por Allan Lyra baseia-se em relatórios de frequência e nas atas oficiais da Casa. O vereador afirma que o mandato exige respeito com a população que paga os salários da elite política. Allan Lyra defende que quem recebe do erário tem o dever sagrado da presença e da produção constante.
A situação de Benny Briolly piora com a cobrança para sua saída da Comissão de Saúde. O regimento interno é claro sobre o limite de faltas em reuniões técnicas e a parlamentar teria ultrapassado todos os tetos permitidos. O cumprimento das regras da Câmara é a única forma de garantir que a política não vire terra sem lei.