Profissionais do Hospital Alberto Torres e da UPA Colubandê relatam pendências em salários, transporte e alimentação; empresa reconheceu atraso e prometeu regularização.
Vigilantes que trabalham no Hospital Estadual Alberto Torres e na UPA Colubandê, em São Gonçalo, cobram a regularização de salários e benefícios. Os relatos incluem atraso salarial, falta de créditos para transporte e problemas com vale-alimentação. O caso levou o Sindicato dos Vigilantes de Niterói, São Gonçalo e Região a procurar a empresa RJ Seg e a Fundação Saúde em busca de uma solução.
As duas unidades integram a rede estadual de saúde em São Gonçalo. A Secretaria de Estado de Saúde identifica oficialmente o Hospital Estadual Alberto Torres como unidade da rede estadual e também mantém registros oficiais da UPA Colubandê, instalada no município.
Segundo trabalhadores ouvidos pelo Enfoco, parte das pendências estaria relacionada à prestadora anterior, identificada pelos funcionários como Maranta. Há relatos de salários, rescisões e benefícios ainda não quitados. Profissionais contratados pela RJ Seg também relataram problemas com pagamentos referentes ao período iniciado em julho.
Sindicato cobra solução
O Sindicato dos Vigilantes de Niterói, São Gonçalo e Região informou que encaminhou ofício à RJ Seg depois de receber as reclamações. A entidade também afirmou manter contato com a Fundação Saúde para cobrar esclarecimentos sobre a situação.
De acordo com o sindicato, a empresa teria informado dificuldades relacionadas ao recebimento de faturas pelo serviço prestado. Para a entidade sindical, eventuais problemas administrativos ou financeiros entre contratante e prestadora não podem resultar na transferência do prejuízo para os trabalhadores.
O sindicato também solicitou uma mesa-redonda no Ministério do Trabalho e Emprego. São Gonçalo possui uma Agência Regional do Trabalho e Emprego, localizada no Centro do município, que integra a rede federal de atendimento aos trabalhadores.
RJ Seg reconhece atraso
Em manifestação encaminhada ao sindicato e à reportagem que revelou o caso, a RJ Seg reconheceu atraso no pagamento dos trabalhadores. A prestadora atribuiu a situação ao processo de implantação emergencial do contrato.
A empresa afirmou que a folha salarial havia sido processada e que os créditos começariam a ser liberados gradualmente em 12 de agosto, conforme os procedimentos bancários. A informação representa a posição apresentada pela RJ Seg. A reportagem utilizada como base não confirmou que todos os trabalhadores já haviam recebido os valores prometidos.
Sobre o vale-transporte, a RJ Seg declarou que os valores haviam sido depositados. Trabalhadores ouvidos na mesma apuração, entretanto, disseram que ainda não visualizavam os créditos no Riocard naquele momento.
Alimentação também gera reclamações
Outro ponto questionado pelos vigilantes envolve os cartões de alimentação e refeição. A empresa informou que houve atraso na entrega dos cartões pela operadora e declarou estar fornecendo alimentação diretamente nos postos de trabalho como medida temporária.
A RJ Seg também prometeu pagar retroativamente os valores correspondentes ao período em que os funcionários permaneceram sem o benefício. Segundo a prestadora, não haverá desconto em folha referente à alimentação durante esse intervalo.
A empresa informou ainda que mobilizou setores administrativos, financeiros e de recursos humanos para concluir a regularização e declarou considerar legítimas as cobranças apresentadas pelo sindicato.
Vigilantes aguardam regularização
Além das pendências atribuídas à atual prestadora, trabalhadores cobram solução para valores que afirmam terem ficado em aberto na empresa anterior. A troca da prestadora, segundo os relatos, não encerrou os problemas enfrentados por parte da categoria.
Até a última atualização da reportagem que originou a denúncia, a Fundação Saúde não havia apresentado manifestação específica sobre os atrasos. O espaço foi mantido aberto para posicionamento do órgão e da antiga empresa apontada pelos trabalhadores.
Para os vigilantes, a prioridade é a confirmação dos depósitos e a quitação das pendências de salários e benefícios. O sindicato informou que continuará acompanhando o caso e cobrando providências.