O governo central registrou deficit primário de R$ 73,8 bilhões em março de 2026, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional. O resultado é o maior déficit para o mês desde 1997, início da série histórica. No mesmo período de 2025, houve superávit de R$ 1,5 bilhão, o que evidencia mudança relevante no resultado fiscal. As receitas totais somaram R$ 235 bilhões, com crescimento de 5,1 por cento, impulsionado por tributos como IPI e IOF. Apesar da alta na arrecadação, as despesas cresceram 49,2 por cento, influenciadas principalmente por precatórios e benefícios previdenciários.
Somente os benefícios previdenciários atingiram R$ 109,5 bilhões, enquanto sentenças judiciais e precatórios somaram R$ 26,1 bilhões. No acumulado do primeiro trimestre, o deficit chegou a R$ 16 bilhões, maior nível desde 2018. A meta fiscal vigente prevê superávit de R$ 34,3 bilhões, com margem de tolerância prevista no marco fiscal. Segundo o Tesouro, ajustes legais e receitas extraordinárias influenciam o resultado das contas públicas. Monitoramento seguirá regras fiscais oficiais vigentes