O reajuste nas tarifas de energia elétrica autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica para distribuidoras em nove estados deve impactar diretamente a inflação nos próximos meses. A expectativa é que o efeito comece a aparecer no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de abril e se intensifique em maio, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Especialistas apontam que a energia elétrica, classificada como preço administrado, tem impacto imediato no custo de vida e nos gastos do setor produtivo. O item integra o grupo Habitação, com peso relevante na composição do índice oficial de inflação. Dados divulgados indicam reajustes variados entre as concessionárias, com aumentos em estados como Minas Gerais, Pernambuco e Rio Grande do Norte, enquanto algumas regiões registraram reduções pontuais.
Ainda assim, projeções apontam que a alta média no país pode superar 15 por cento ao longo de 2026. Analistas destacam que mecanismos regulatórios podem diluir o impacto no curto prazo, mas elevam custos futuros ao consumidor. Órgãos de controle acompanham o tema, enquanto o mercado observa possíveis reflexos sobre preços e atividade econômica.