O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, assume a presidência do Tribunal Superior Eleitoral e passa a conduzir a preparação das regras do pleito de 2026. Em fevereiro, o ministro foi relator das resoluções que definem procedimentos de fiscalização e transparência no processo eleitoral. As normas incluem a dupla checagem das urnas com participação dos primeiros e últimos eleitores em cada seção. O procedimento prevê a emissão da zerésima no início da votação e do boletim de urna no encerramento da seção eleitoral. Segundo as resoluções, os eleitores poderão acompanhar essas etapas e registrar eventuais ocorrências em ata quando necessário. O TSE afirma que o objetivo é ampliar a transparência e reforçar a confiança no sistema eletrônico de votação. As regras também detalham o uso de inteligência artificial nas campanhas eleitorais, com restrições para evitar manipulação de conteúdo. Haverá limites temporais para circulação de conteúdos sintéticos em períodos próximos ao dia da eleição. A nova composição do TSE inclui ministros do STF, do STJ e representantes da advocacia, conforme previsto na legislação eleitoral. O tribunal será responsável pela condução das eleições gerais, com foco na fiscalização e no cumprimento das normas aprovadas. O debate sobre segurança das urnas e uso de tecnologia segue presente no cenário político brasileiro, com diferentes posições entre autoridades e partidos. Em eleições anteriores, discussões sobre o processo eleitoral já motivaram investigações, decisões judiciais e debates institucionais no Supremo Tribunal Federal e no Tribunal Superior Eleitoral. Adoção de regras mais detalhadas para 2026 busca padronizar procedimentos e reduzir divergências na aplicação das normas eleitorais em todo o país. Especialistas apontam que a participação de eleitores na checagem inicial e final das urnas já ocorre em eleições anteriores, mas agora passa a ser formalizada em resoluções específicas. O TSE também reforça a responsabilização de plataformas digitais em casos de descumprimento das normas eleitorais durante o período de campanha. A expectativa é que as novas regras contribuam para maior previsibilidade jurídica e operacional durante o processo eleitoral de 2026. O tema da inteligência artificial ganha relevância no cenário eleitoral, especialmente pelo potencial de produção e disseminação de conteúdos sintéticos em larga escala. As resoluções buscam equilibrar inovação tecnológica e proteção da integridade do processo eleitoral, segundo documentos oficiais do tribunal. A presidência do TSE terá papel central na coordenação das eleições gerais, com atribuições administrativas, normativas e de supervisão do processo de votação em todo o território nacional. O calendário eleitoral e as regras complementares ainda podem receber ajustes conforme deliberações do plenário da Corte ao longo do período pré eleitoral. Com isso, o tribunal consolida diretrizes para eleições de 2026, buscando reforçar segurança, transparência e organização do processo eleitoral brasileiro em todo o país hoje.