Na manhã desta quarta-feira (13), o senador Flávio Bolsonaro (PL) protagonizou um importante movimento institucional ao reunir-se com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Edson Fachin. O encontro, ocorrido na sede da Corte em Brasília, foi classificado pelo parlamentar como uma visita de apresentação, na qual buscou estabelecer um canal direto de diálogo ao se colocar oficialmente como pré-candidato à Presidência da República.
Em conversa com jornalistas logo após a audiência, Flávio Bolsonaro enfatizou que a reunião transcorreu em tom “bastante amistoso” e demonstrou ter saído com uma “excelente impressão” do magistrado. O senador fez questão de pontuar que o diálogo foi pautado por amenidades e visões gerais sobre o futuro do Brasil, assegurando que não houve qualquer menção a processos específicos, dosimetrias de penas ou julgamentos pendentes que envolvam seu nome ou de aliados no tribunal.
O congressista descreveu seu posicionamento político atual como um “perfil centrado”, afirmando o desejo de ser mais propositivo nas pautas nacionais do que meramente reagir a provocações políticas. Segundo ele, o objetivo é olhar para a frente, priorizando o respeito às instituições e evitando alimentar atritos institucionais desnecessários que marcaram períodos anteriores.
A relação com Alexandre de Moraes
Um dos pontos de maior destaque da coletiva foi a projeção da relação entre o Executivo e o Judiciário a longo prazo. Flávio Bolsonaro destacou que espera manter uma convivência respeitosa com o STF ao menos até setembro de 2027, marco que encerra a gestão de Fachin e marca o início da presidência do ministro Alexandre de Moraes.
O senador não poupou críticas a Moraes, acusando-o de cometer “excessos” e de utilizar a magistratura para promover o que chamou de “perseguição política” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele manifestou a esperança de que, até a sua posse no comando da Corte, o ministro retorne a um perfil de estrito respeito aos limites constitucionais.
Defesa de aliados e esclarecimentos
No campo das alianças políticas, o senador defendeu a inocência de Ciro Nogueira (PP-PI), alvo recente de operações da Polícia Federal. Flávio demonstrou confiança no relator do caso, ministro André Mendonça, afirmando que o aliado terá amplo direito de defesa.
Por fim, o parlamentar desmentiu rumores sobre o envolvimento de seu coordenador de comunicação, Marcello Lopes, em planos de ataques ao Banco Central articulados por instituições financeiras, classificando as notícias como infundadas e já esclarecidas perante a opinião pública.