O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) confirmou oficialmente a ocorrência de um grave vazamento de dados estruturado nos sistemas da Dataprev. O incidente de segurança cibernética permitiu o acesso indevido a informações cadastrais vinculadas a aproximadamente 50 mil CPFs de cidadãos brasileiros que não possuem registro de óbito.
O relatório técnico preliminar emitido pela autarquia federal indica que o universo de CPFs de pessoas vivas expostas representa menos de 3% do volume total de acessos detectados. A maior parcela das consultas irregulares, somando 97% das ocorrências registradas, concentrou-se em dados de pessoas já falecidas. O órgão notificou a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).
Diante da exposição cadastral, a diretoria do INSS divulgou nota pública com o objetivo de tranquilizar os segurados e mitigar riscos de fraudes financeiras. A instituição ressaltou que a concessão de novos benefícios exige ritos rigorosos de validação, como a biometria facial para empréstimos consignados e a certidão física para pensões.
A falha na segurança de ativos de informação estruturais do Estado acende o alerta para a necessidade urgente de investimentos em blindagem digital, gestão enxuta e governança pública eficiente. A proteção rigorosa das bases de dados governamentais é um pilar indispensável para garantir a segurança jurídica, evitar litígios onerosos de responsabilidade civil, combater a impunidade e resguardar a real privacidade das famílias brasileiras.