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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rebateu as críticas sobre os impactos
de suas rígidas políticas migratórias no fluxo de turistas e delegações para a Copa do
Mundo. A declaração ocorreu durante a sanção de um projeto de lei que destina US$
70 bilhões para fiscalização e deportação de imigrantes. O republicano afirmou que o
governo trabalha para garantir a entrada das pessoas corretas no país.
A postura norte-americana gerou reações internacionais. O alto comissário da ONU
para os Direitos Humanos, Volker Turk, pediu publicamente que os EUA reconsiderem
as restrições, citando episódios em que torcedores, dirigentes e até o árbitro somali
Omar Artan foram impedidos de ingressar no território americano. Delegações de
Senegal, Bélgica e Uzbequistão também relataram vistorias exaustivas e uso de cães
farejadores nos desembarques.
Para o torneio de 2026, Washington ampliou os decretos de restrição de viagens de 19
para 39 nações, afetando países como Haiti e Somália. Além disso, instituiu uma taxa
de caução reembolsável, que varia de US$ 5 mil a US$ 15 mil, para vistos de cidadãos
de 50 países considerados de risco, buscando evitar a permanência ilegal após o
evento.
Em contrapartida, o México, que divide a organização do Mundial com os EUA e o
Canadá, adota uma linha oposta. Seleções como a da Espanha foram recepcionadas
em solo mexicano com festas, bandas de música e danças tradicionais, expondo o forte
contraste na segurança das nações sedes.