Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
O Ministério da Saúde anunciou a incorporação de uma nova alternativa terapêutica
para pacientes adultos com leucemia mieloide aguda no Sistema Único de Saúde. A
medida prevê a oferta da combinação dos medicamentos venetoclax e azacitidina para
pessoas recém diagnosticadas que não podem receber quimioterapia intensiva em razão
de condições clínicas específicas.
A decisão foi oficializada por meio da Portaria nº 30/2026, publicada nesta segunda
feira. Conforme a legislação federal que regula a incorporação de tecnologias na rede
pública, o tratamento deverá estar disponível em até 180 dias.
A inclusão foi recomendada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias
no Sistema Único de Saúde e segue as diretrizes estabelecidas pelo protocolo clínico do
Ministério da Saúde. O relatório técnico que embasou a decisão também será
disponibilizado para consulta pública.
A leucemia mieloide aguda é considerada uma das formas mais agressivas de câncer do
sangue. A doença se desenvolve na medula óssea, responsável pela produção das células
sanguíneas. Alterações genéticas podem provocar a formação de células anormais,
comprometendo o funcionamento do organismo.
Especialistas destacam que o diagnóstico precoce continua sendo um dos fatores mais
importantes para aumentar as chances de sucesso terapêutico. A enfermidade atinge
principalmente pessoas idosas e exige acompanhamento especializado.
A ampliação do acesso a tratamentos modernos representa um avanço para pacientes
que possuíam opções limitadas na rede pública. A expectativa é que a nova terapia
amplie as possibilidades de controle da doença e contribua para melhores resultados
clínicos em um grupo considerado de maior vulnerabilidade.