Já se passaram mais de quatro décadas desde que o empresário Ronald Guimarães Levinsohn ao olhar para a vastidão da região de Barreiras, no Oeste Baiano, enxergou muito além de terras brutas. Muito antes de termos como sustentabilidade e modernidade agrícola entrarem no vocabulário comum, ele já vislumbrava um caminho em que a alta produtividade no campo e a preservação dos ecossistemas caminhassem lado a lado. Dessa visão de futuro nasceu o Agronegócio Estrondo, empreendimento que se consolidou como um dos maiores motores de desenvolvimento e conservação da Bahia.
A trajetória do projeto traduz de forma prática a filosofia idealizada por Ronald Levinsohn: o verdadeiro progresso só existe quando acompanhado pelo respeito ao meio ambiente. Hoje, o grupo figura entre os grandes produtores de milho, soja e algodão do país, mas se destaca, sobretudo, pelo cuidado com o solo e com as vidas que dependem dele. Metade de toda a área do empreendimento é voltada à agricultura; a outra metade é guardada para a natureza. Indo além do que exige a legislação ambiental, o projeto destina 32% do espaço para a preservação de veredas e encostas, mantendo ainda outros 18% de mata nativa no topo das chapadas e ao longo dos vales dos rios Preto e Riachão.
Essa gestão consciente permitiu formar um corredor ecológico contínuo entre os vales ao norte e ao sul da propriedade. Na prática, isso garante passagem livre para a fauna local e ajuda na dispersão de sementes, protegendo a rica biodiversidade do Cerrado. No dia a dia da lavoura, o compromisso de Levinsohn se revela no cuidado com a terra: o uso de plantio direto, a rotação de culturas e a construção de curvas de nível evitam a erosão e ajudam a infiltrar a água da chuva no solo, alimentando o aquífero Urucuia. Para completar o ciclo sustentável, a substituição de geradores a diesel por fontes de energia limpa e a reciclagem de resíduos ajudam a reduzir drasticamente as emissões de carbono.
Mais do que um complexo agrícola produtivo, o Agronegócio Estrondo se tornou um polo socioeconômico transformador para a Bahia. Onde antes havia apenas uma área isolada e sem infraestrutura, hoje pulsa um ecossistema que gera empregos, movimenta a economia regional e leva mais qualidade de vida às famílias do entorno. Por meio do apoio contínuo a projetos sociais e a comunidades vulneráveis, o legado de Ronald Guimarães Levinsohn mostra que é possível transformar a terra em riqueza e oportunidade, provando que a produção em grande escala e a preservação ambiental podem e devem andar juntas.